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| Sexta-Feira, 30 Julho 2010 17:25 | |
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“Nós não sabemos para onde ir”, disse Galina Shibanova, de 52 anos, do lado de fora da sua casa familiar, na cidade de Maslovka, na região de Voronezh, a cerca de 500 km a sul de Moscovo. “Nós chamamos os serviços de emergência, e ninguém atendeu o telefone”, disse Shibanova. A Ministra da Saúde russa, Tatiana Golikova, disse que 439 pessoas ficaram feridas só na região de Voronezh. Segundo Golikova, um total de 43 pessoas foram evacuadas para o hospital em estado grave. A Rússia tem estado a “ferver” desde que, em Junho, uma forte onda de calor destruiu plantações e levou milhares de agricultores à beira da falência. A seca, em algumas regiões da Rússia, uma das maiores exportadoras de trigo do mundo, culminou com a subida dos preços globais para uma alta anual, em Julho, colocando os futuros do trigo americano a caminho dos seus maiores ganhos mensais desde 1973. O Ministério das Emergências, na Rússia, disse que 238 mil pessoas foram mobilizadas para combater os incêndios florestais num espaço de 866 quilómetros quadrados, uma área equivalente ao tamanho de Berlim. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, cancelou as reuniões que havia agendado, em Moscovo, com vista a partir para a região de Nizhny Novgorod, onde pelo menos 540 casas foram destruídas. A televisão estatal exibiu imagens de uma multidão de mulheres ao redor do primeiro-ministro, procurando saber se o governo iria financiar a reconstrução das casas. Ao que Putin respondeu: “Não se preocupe, não se preocupe. Prometo que a aldeia será totalmente reconstruída”. Por outro lado, o presidente russo, Dmitry Medvedev, ordenou os militares a ajudar no combate aos incêndios e, Putin alertou que os oficiais que falhassem a lidar convenientemente com as chamas seriam expulsos da corporação. Os habitantes de Nizhny Novgorod haviam tentado combater as chamas com baldes de água. O canal televisivo estatal, Rossiya, noticiou que 340 casas haviam sido destruídas em 20 minutos numa aldeia da região(X)R/GMN/AS
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| Actualizado em ( Terça-Feira, 03 Agosto 2010 16:51 ) |




Maputo, 30 Jul(GMN) – Os incêndios florestais que estão a devastar várias partes do território russo, mataram, nesta sexta-feira, pelo menos 23 pessoas e forçaram a evacuação de milhares naquilo que é visto como sendo o verão mais quente desde o início dos registos há 130 anos, escreve a agência de notícias Reuters. 
