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Centro de Promoção da Agricultura apresenta Relatório do 1º Trimestre 2009 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Terça-Feira, 12 Maio 2009 15:32


ÌNDICE
Tema Pág.
1. Sumário Executivo ........................................................................................................ 1
2. Produção – Campanha Açucareira de 2009 ................................................................. 3
3. Impacto Sócio-Económico ............................................................................................ 5
4. Mercado Doméstico ...................................................................................................... 6
5. Exportações ................................................................................................................ 10
6. Importações ................................................................................................................ 10
7. Stocks de Açúcar no Final do Trimestre ..................................................................... 11
8. Mercado Internacional e Sobretaxa ............................................................................ 11
9. Desenvolvimentos Adicionais ..................................................................................... 14
Lista das Tabelas Pág.
Tabela 1: Estimativas de Produção, 2009 ........................................................................ 3
Tabela 2: Comparação dos Resultados 2008 e Estimativas para 2009 ........................... 5
Tabela 3: Emprego no Sector Açucareiro, Janeiro a Março de 2009 ............................... 6
Tabela 4: Balanço de Açúcar no Final do Trimestre 2009 .............................................. 11
Tabela 5: Investimento na Formação e nº de Beneficiários, 2009 ..................................15
Lista dos Gráficos Pág.
Gráfico 1: Evolução das Vendas Trimestrais de Açúcar no Mercado Doméstico, Primeiro
Trimestre de 2008 ao Primeiro Trimestre 2009......................................................... 7
Gráfico 2: Balanço do Consumo Doméstico de Açúcar, Primeiro Trimestre de 2008 ao
Primeiro Trimestre de 2009....................................................................................... 8
Gráfico 3: Evolução dos Preços Médios Mensais do Açúcar Amarelo nos Mercados das
Cidades Principais, Outubro 2008 a Março de 2009................................................. 9
Gráfico 4: Evolução dos Preços Médios Mensais de Açúcar Branco nos Mercados das
Cidades Principais, Outubro 2008 a Março de 2009................................................. 9
Gráfico 5: Preços Internacionais “Spot” do Açúcar (FOB) – Médias Mensais, Janeiro
2008 a Março 2009 ................................................................................................. 12
Gráfico 6: Evolução da Sobretaxa entre Março de 2008 e Março de 2009 .................... 14
Centro de Promoção da Agricultura
Relatório 1º Trimestre 2009

RELATÓRIO DO 1º TRIMESTRE DE 2009

1. Sumário Executivo

O primeiro trimestre foi dedicado às actividades de maneio cultural da cana e de
preparação de equipamento das fábricas assim como de carregamento e transporte de
cana com vista ao arranque da campanha de 2009. O arranque da campanha está
previsto para a segunda quinzena de Abril na Açucareira de Maragra e as restantes
açucareiras prevêem arrancar em Maio próximo.

No fim do trimestre em análise, as açucareiras procederam à actualização das suas
estimativas de produção para a campanha açucareira que vai brevemente iniciar. Estas
estimativas actualizadas para a campanha açucareira de 2009 indicam que espera se
um aumento da produção açucareira na campanha de 2009 constituindo mais um
recorde dos últimos 30 anos que será atingido. Desta campanha, prevê-se uma
produção de 390.698 toneladas de açúcar e 101.360 toneladas de melaço a partir de
moenda de 3,2 milhões de toneladas de cana. Este aumento da produção é resultado de
aumento da área plantada da cana que é prevista em 30% em relação à campanha
passada e melhoria do rendimento agrícola médio nacional que passará das 67,94
toneladas por hectare obtidas em 2008 para 80,30 toneladas por hectare esperadas
nesta campanha.

Se estas previsões se concretizarem, o país estará em boas condições para abastecer,
de uma forma satisfatória em termos quantitativos e qualitativos, o mercado doméstico e
as quotas de que o País se beneficia nos mercados preferenciais sobretudo, no
aproveitamento da oportunidade que o mercado europeu oferece aos países LDB no
âmbito da Iniciativa EBA.

A nível das vendas domésticas, o primeiro trimestre continuou com as reduções nas
vendas que vinham se verificando desde o último trimestre do ano passado. Esta
redução das vendas deve-se, entre outros factores, à fraca procura do açúcar no
mercado doméstico nestes primeiros três meses do ano. Embora tenha havido esta
queda, as vendas continuam satisfatórias em função daquilo que é o consumo mensal
estimado. As previsões projectam para uma recuperação das mesmas nos próximos
meses, atingindo até o final do ano um total de vendas de 173.000 toneladas.

No que diz respeito a exportações, não se realizou exportações de açúcar durante o
primeiro trimestre. No entanto, espera-se para o corrente ano, um total de exportações
de 195.000 toneladas. Enquanto ainda não haver clareza sobre as condições do acordo
dos APEs depois do fim do Protocolo de Açúcar ACP/UE que está previsto para este
ano, a DNA se prepara para exportar todo o açúcar para a UE no âmbito da Iniciativa
EBA com a entrada em vigor da liberalização do mercado europeu de açúcar que dá
direito aos países LDC de exportar volumes ilimitados do açúcar para aquele mercado.

A indústria açucareira continua a ter um impacto sócio-económico marcante, sobretudo
ao nível de emprego. Durante o primeiro trimestre de 2009, as quatro açucareiras em
funcionamento empregaram um total de 25.239 trabalhadores entre permanentes e
sazonais, o equivalente a 21.033 postos de trabalho a tempo inteiro. Além dos
trabalhadores empregues directamente pelas açucareiras, há emprego criado por outras
empresas ligadas à produção, corte, recolha e transporte de cana. Verificou-se um
aumento de números de trabalhadores no primeiro trimestre de 2009 numa proporção
de 21% em relação ao emprego registado no mesmo período do ano passado.

Centro de Promoção da Agricultura
Relatório 1º Trimestre 2009


A nível dos preços de açúcar no mercado internacional, durante o primeiro trimestre, os
preços dos dois tipos de açúcar recuperaram das recaídas registadas no fim do ano,
confirmando as previsões de aumento de preços avançadas no balanço de 2008
O principal factor que contribui para o aumento do preço é a previsão da redução da
produção mundial esperada para a campanha 2008/2009 que confirma o défice de
açúcar esperado no mercado mundial, pela primeira vez depois dos sucessivos
excedentes que se registaram desde o ano 2004/2005.

No que se refere à implementação do Plano de Acção do sector açucareiro, financiado
pelos fundos das Medidas de Acompanhamento pela União Europeia (UE), durante o
primeiro trimestre continuou-se com a implementação de actividade nas três áreas
prioritárias, nomeadamente: a expansão por via dos pequenos e médios produtores;
formação dos trabalhadores; e provisão de serviços sociais (educação e saúde,
habitação e saneamento).

No âmbito dos projectos de bio-combustiveis, com destaque para bio-etanol, com a
aprovação da politica e estratégia de bio-combustiveis pelo Conselho de Ministro foram
também aprovadas duas culturas apropriadas para a produção de etanol como sendo, a
cana de açúcar e a de mapira doce. Durante o primeiro trimestre de 2009, não houve
aprovação de nenhum outro projecto para além dos que já tinham sido aprovados nos
anos passados, nomeadamente, a Procana em 2007 e Príncipe Energy em 2008,
ambos para produção de etanol com base em cana-de-açúcar. No entanto, houve
grandes avanços em termos das avaliações dos projectos feitas pelo CEPAGRI para
produção tanto de etanol como de biodiesel.

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Relatório 1º Trimestre 2009


2. Produção – Campanha Açucareira de 2009


i. Estimativas de Produção 2009

Ainda é muito cedo para se definir com exactidão a estimativa de produção para o ano
2009 visto que a produção ainda não arrancou e vários factores poderão influenciar a
produção no decurso da campanha. Espera-se iniciar a campanha na segunda quinzena
de Abril de 2009 começando com açucareira de Maragra.

A indústria açucareira procedeu no primeiro trimestre à actualização das estimativas de
produção para a campanha de 2009. A Tabela 1 mostra as estimativas actualizadas no
final do primeiro trimestre para a produção açucareira da campanha de 2009 em todas
as açucareiras.

Conforme mostra a tabela, a indústria açucareira prevê produzir nesta campanha um
total de 390.698 toneladas de açúcar e 101.360 toneladas de melaço a partir de um
processamento de pouco mais de 3,2 milhões de toneladas de cana numa área total de
40.318 hectares.

Da área total prevista, 4.536 hectares foram desenvolvidas pelos canavieiros
independentes cuja sua contribuição será de 391.890 toneladas de cana,
correspondente a 12% da produção total de cana.

Apesar dos aumentos verificados das áreas de produção dos canavieiros independentes
na produção de cana, nota-se uma aparente redução da sua contribuição em termos
percentuais devido aos aumentos relativamente altos na expansão das áreas de
produção pelas próprias açucareiras.

Tabela 1: Estimativas de Produção, 2009

Marromeu Mafambisse Xinavane Maragra Total
Área a Colher (Has) 11.336 9.211 12.335 7.436 40.318
MCP 11.336 8.911 10.359 5.176 35.782
Canavieiros 0 300 1.976 2.260 4.536
Cana a Moer (Tons) 663.177 662.088 1.252..077 660.069 3.237.411
MCP 663.177 643.338 1.057.731 481.275 2.845.521
Canavieiros 0 18.750 194.346 178.794 391.890
Açúcar (Tons) 73.100 83.304 150.436 83.858 390.698
Amarelo 45.193 83.304 150.436 83.858 362.791
Branco 27.907 0 0 0 27.907
Melaço (Tons) 25.000 22.511 30.087 23.762 101.360
Fonte: Açucareiras de Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra
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Relatório 1º Trimestre 2009

ii. Comparação da Produção de 2008 e Estimativas para 2009

A Tabela 2 faz a comparação entre o nível de produção previsto para a campanha de
2009 preste a iniciar e os resultados alcançados na campanha anterior. Segundo esta
tabela, se estas previsões virem a se concretizar, a produção de cana, açúcar e melaço
vai crescer na ordem de 54%, 56% e 30%, respectivamente.

O melhoramento desta produção nos três indicadores apontados acima assenta-se em
dois factores principais:

1. O aumento da área plantada da cana que é prevista em 30% em relação à
campanha passada; e

2. A melhoria do rendimento agrícola médio nacional que passará das 67,94
toneladas por hectare obtidas em 2008 para 80,30 toneladas por hectare
esperadas nesta campanha.

3. Mais ainda, uma pequena melhoria é esperada na relação toneladas de cana
processada para produzir uma tonelada de açúcar (TC:TA) nesta campanha,
conforme mostra a tabela.

Embora todas as açucareiras tem previsões de aumentar as suas produções nesta
campanha, os aumentos significativos são esperados em duas açucareiras,
nomeadamente: A açucareira de Xinavane que prevê aumentar a sua produção em
138% e a de Mafambisse com aumento de produção de açúcar esperado em 87%.

O aumento de produção da açucareira de Xinavane é resultado principalmente do
programa de expansão da área sob cultivo da cana de produção iniciada no ano
passado cujo aumento esperado é de 83% da área total, resultando num aumento de
140% na produção de cana e 138% na produção de açúcar. Estes resultados marcam o
primeiro resultado do programa de expansão desta açucareira que prevê atingir uma
produção de pouco mais de 150.000 toneladas de açúcar na campanha de 2009.

No caso da açucareira de Mafambisse, o aumento na produção provem tanto da
expansão das áreas de produção como do melhoramento do rendimento agrícola, onde
prevê aumentar a área de produção em 30%, resultando num aumento de produção em
84% na produção de cana e 87% na produção de açúcar. Esta açucareira espera
aumentar o seu rendimento que passará de 50,55 toneladas por hectare atingidos no
ano passado para 71,88 toneladas por hectare esperados nesta campanha.

Relativamente aos rendimentos agrícolas todas as açucareiras esperam uma melhoria
neste indicador com excepção da açucareira de Marromeu que havia melhorado o seu
rendimento na campanha passada esperando nesta campanha uma redução de 61.69
toneladas por hectare do ano passado para 58,50 toneladas por hectares na campanha
preste a iniciar.

Em relação ao TC:TA no geral não se espera melhoramentos significativos. O pequeno
melhoramento verificado provem das açucareiras de Marromeu e Mafambisse.

Centro de Promoção da Agricultura
Relatório 1º Trimestre 2009


Tabela 2: Comparação dos Resultados 2008 e Estimativas para 2009

Real 2008 Estimativa 2009 Variação (%)
Área Colhida (Has) 30.982 40.318 30 %
Cana Moída (Tons) 2.104.807 3.237.411 54 %
Açúcar Produzido (Tons) 250.191 390.698 56 %
Melaço Produzido (Tons) 77.690 101.360 30 %
Rend. Agrícola Médio (Tons/Ha) 67,94 80,30 18 %
TC:TA 8,41 8,29 -2 %
Fonte: Açucareiras de Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra

3. Impacto Sócio-Económico

i. Emprego

A Tabela 3 apresenta informação sobre o número total de trabalhadores empregues
pelas açucareiras no primeiro trimestre de 2009. Segundo a tabela, a indústria
açucareira empregou neste trimestre um total de 25.239 trabalhadores entre
permanentes e sazonais. Este número de trabalhadores é equivalente a 21.033
empregos a tempo inteiro.

Nestes números, não constam os trabalhadores de empresas que são subcontratadas
por algumas das açucareiras para realizar actividades de corte, da recolha e do
transporte de cana, assim como os que trabalham para canavieiros independentes. As
açucareiras de Xinavane e Maragra vão continuar a fazer contratação dos serviços de
corte, recolha e transporte de cana, enquanto a açucareira de Mafambisse contrata
apenas serviços não só de cana como de outros bens relacionadas com a produção e
processamento de cana.

No entanto, verificou-se um aumento de números de trabalhadores no primeiro trimestre
de 2009 numa proporção de 21% em relação ao emprego registado no mesmo período
do ano passado. Este aumento foi contribuído principalmente pelas açucareiras de
Xinavane e Marromeu. A açucareira de Xinavane por causas do seu programa de
expansão aumentou no primeiro trimestre de 2009 mais de 4.000 trabalhadores entre
permanentes e sazonais.

Um fenómeno pouco comum aconteceu na açucareira de Maragra que apresentou uma
redução de 521 trabalhadores sazonais. Segundo a açucareira, houve poucas
contratações de trabalhadores sazonais devido a abundância das chuvas, não havendo
necessidade de contratar pessoal para a actividade de rega.

A açucareira de Marromeu, apesar da produção mais baixa de todas as açucareiras
continua ser o maior empregador contribuindo, neste trimestre com 40% do total dos
trabalhadores das quatro açucareiras dada a área ocupada relativamente mais alta por
um lado e ao facto desta açucareira não contratar nenhum fornecedor de serviços nas
suas actividades.

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Relatório 1º Trimestre 2009


Tabela 3: Emprego no Sector Açucareiro, Janeiro a Março 2009

Marromeu Mafambisse Xinavane Maragra Total
Permanentes 3,360 2,813 3,119 1,009 10,301
Sazonais/Eventuais 6,744 1,312 5,945 937 14,938
Mulheres 829 484 3,521 354 5,188
Total 10,104 4,125 9,064 1,946 25,239
Sazonais/Eventuais ETI1 5,620 802 3,633 677 10,732
Total ETI 8,980 3,615 6,752 1,686 21,033
Contribuição/Empresa 40% 16% 36% 8% 100%
Fonte: Açucareiras de Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra
4. Mercado Doméstico
i. Nível de Vendas Domésticas
Como é habitual as vendas de açúcar no primeiro trimestre foram sempre reduzidas.
O Gráfico 1 apresenta o comportamento das vendas totais trimestrais de açúcar no
mercado doméstico no período compreendido entre primeiro trimestre de 2008 ao
primeiro trimestre de 2009. Conforme demonstrado pelo gráfico, o final do ano passado
foi caracterizado por reduções de níveis de vendas que se alastraram até o primeiro
trimestre de 2009.
Para o primeiro trimestre a indústria vendeu no mercado doméstico um total de 37.694
toneladas de açúcar, distribuídas em 13.010, 11.091 e 13.592 toneladas nos meses de
Janeiro, Fevereiro e Março, respectivamente, significando uma média mensal de 12.565
toneladas. Em comparação com as vendas realizadas no mesmo período não se
registou aumento significativo no trimestre em análise. Portanto, mesmo com a redução
que vem se verificando desde os finais do ano passado, as vendas continuam
satisfatórias, tomando em conta o nível do consumo mensal estimado em 12.000
toneladas.
As reduções verificadas no primeiro trimestre de 2009 devem-se entre outros factores:
1. Os comerciantes mantêm ainda stocks das grandes aquisições realizadas no
final do ano anterior para fazer face ao período de festas.
2. Os consumidores têm um puder de compra reduzido nos primeiros meses de
cada ano, depois dos níveis elevados de consumo durante o período festivo.
As previsões indicam que as melhorias das vendas que iniciam em Março vão continuar
nos próximos meses, atingindo o pico no terceiro trimestre, esperando um volume de
vendas totais para o ano 2009 de 173.000 toneladas.
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Relatório 1º Trimestre 2009
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Gráfico 1: Evolução das Vendas Trimestrais de Açúcar no Mercado Doméstico,
Primeiro Trimestre de 2008 ao Primeiro Trimestre 2009
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
I Trim 08 II Trim 08 III Trim 08 IV Trim 08 I Trim 09
'000 Tons
Amarelo Branco Cons. Directo Branco Ind.
ii. Balanço do Consumo Doméstico
O Gráfico 2 apresenta a diferença entre o nível de consumo nacional trimestral que é a
soma das vendas domésticas e as importações legais de açúcar e o nível de consumo
nacional estimado para se determinar o nível do açúcar provavelmente importado
ilegalmente durante o ano passado e o primeiro trimestre de 2009.
O nível de consumo doméstico é estimado com base no PIB per capita em Moçambique,
que é uma medida do poder de compra dos consumidores de açúcar. Se o consumo
mensal estimado excede a soma das vendas domésticas e importações legais, supõese
que o défice tenha sido preenchido por importações ilegais.
A combinação entre as vendas e importações legais do primeiro trimestre de 2009
resultou num consumo real do ano superior ao estimado. Mesmo se considerar apenas
as vendas domésticas, estas continuam acima do consumo anual estimado.
O défice negativo que se revela no gráfico confirma a inexistência do açúcar
contrabandeado no país. Este desaparecimento do contrabando deve-se a vários
factores, entre os quais a redução de açúcar produzido no vizinho Zimbabwe devido aos
problemas económicos que aquele país está a atravessar neste momento. No entanto,
se esta situação se ultrapassar, o contrabando pode voltar a eclodir se não forem
tomada as devidas providências do lado de Moçambique.
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Relatório 1º Trimestre 2009
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Gráfico 2: Balanço do Consumo Doméstico de Açúcar,
Primeiro Trimestre de 2008 ao Primeiro Trimestre de 2009
-20
-10
0
10
20
30
40
50
I Trim 08 II Trim 08 III Trim 08 IV Trim 08 I Trim 09
'000 tons
Consumo Real Consumo Estimado Défice
iii. Nível de Preços Domésticos
Os Gráficos 3 e 4 apresentam os preços mensais de açúcar amarelo e branco no
mercado interno entre Outubro de 2008 e Março de 2009, a nível da Distribuidora
Nacional de Açúcar (DNA) e dos mercados das três principais cidades de Moçambique
(Maputo, Beira e Nampula) monitorados pelo CEPAGRI e MIC. Através destes gráficos,
pode-se verificar o seguinte:
1. No primeiro trimestre de 2009 a Distribuidora Nacional de Açúcar não procedeu
nenhum aumento de preço doméstico nos dois tipos de açúcar.
2. A nível retalhista, apesar de algumas oscilações que se verificaram no preço de
açúcar amarelo, este foi geralmente estável em todos os mercados doméstico. O
preço do açúcar branco continuou com a estabilidade com que vinha desde
Outubro de 2008 nos três mercados analisados.
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Gráfico 3: Evolução dos Preços Médios Mensais do Açúcar Amarelo nos
Mercados das Cidades Principais, Outubro 2008 a Março de 2009
0
5
10
15
20
25
Oct-08
Nov-08
Dec-08
Jan-09
Feb-09
Mar-09
Mtn/Kg
DNA Maputo Beira Nampula
Gráfico 4: Evolução dos Preços Médios Mensais de Açúcar Branco nos Mercados
das Cidades Principais, Outubro 2008 a Março de 2009
0
3
6
9
12
15
18
21
24
27
Oct-08
Nov-08
Dec-08
Jan-09
Feb-09
Mar-09
Mtn/kg DNA Maputo Beira Nampula
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5. Exportações
i. Nível de Volumes e Receitas
A indústria açucareira não realizou nenhuma exportação de açúcar no primeiro trimestre
de 2009, uma situação que também aconteceu no mesmo período do ano passado. Dois
factores contribuíram para a não efectuação de exportação neste período:
1. Todas as quotas preferenciais do ano comercial 2008/2009 foram satisfeitas
ainda no ano 2008, ao contrário do que tem acontecido nos outros anos onde
alguns volumes das quotas transitam para o outro, mas dentro do ano comercial
de cada mercado.
2. A DNA vai iniciar as exportações a partir do mês de Junho de 2009, o mês que
entra em vigor a eliminação completa dos direitos normais aplicados pela UE às
exportações fora da quota dos países LDCs.
Está prevista para o ano de 2009 uma exportação total de 195.000 toneladas. Por
enquanto, espera-se que todo o açúcar seja exportado para União Europeia no âmbito
da Iniciativa EBA pelas seguintes razões:
No âmbito do novo regime açucareiro da União Europeia o Protocolo de Açúcar
ACP/UE é liberalizado a partir de 1 de Outubro de 2009. Em compensação, esta
prevista a transferência deste acordo para o Acordo de Parcerias Económicas (APE). No
entanto, ainda não estão claramente definidas das modalidades a serem usados no
âmbito deste acordo.
Para o mercado preferencial dos EUA, a embaixada solicitou a pronunciamento de
Moçambique sobre a disponibilidade de açúcar para aquele mercado, no que a indústria
açucareira respondeu não se dispor de açúcar para exportar para aquele mercado em
virtude do preço dos EUA serem menos atractivos em comparação com o preço da
União Europeia (Iniciativa EBA).
No que diz respeito ao mercado da SACU Moçambique obteve uma quota negativa para
o ano de 2009 de acordo com a distribuição que é feita em função do excedente que é
determinado entre a produção, menos o consumo interno, menos exportações
preferenciais.
Com a entrada em vigor do novo regime da UE o preço previsto é de US$336 por
tonelada. Se este preço for a vigorar, as receitas de exportação serão de US$65
milhões. Portanto, mesmo com o recorde esperado no volume de exportação, as
receitas irão baixar devido à redução dos preços na UE no âmbito do novo regime.
6. Importações
No primeiro trimestre de 2009, registou-se um aumento significativo das importações em
relação ao mesmo período do ano passado. Estas importações foram realizadas quase
na sua totalidade pela DNA no âmbito da operação de “Toll Refining” que consiste em
exportar açúcar amarelo para a África do Sul recebendo em troca o açúcar refinado
mediante o pagamento do custo de refinação.
Segundo os relatórios da Intertek Testing Services (ITS), o total de açúcar importado
sujeito a inspecção por aquela entidade durante o primeiro trimestre de 2009 foi de
10.914 toneladas valorizadas em US$1,06 milhões CIF.
Centro de Promoção da Agricultura
Relatório 1º Trimestre 2009
11
Deste total, a DNA importou 10.544 toneladas de açúcar branco. Estas importações
foram realizadas para evitar a ruptura dos stocks do açúcar branco que se previa e
garantir a disponibilidade de açúcar em quantidade e qualidade suficientes para
satisfazer o mercado durante o período antes do início da campanha 2009.
A Kawena, que possui uma concessão para importar livre de direitos o açúcar e outros
produtos para os mineiros moçambicanos trabalhando na África do Sul, reduziu
consideravelmente as suas importações, tendo importado apenas 245 toneladas no
primeiro trimestre.
Segundo o que foi reportado pela ITS, estas importações significaram uma receita para
os cofres do Estado (direitos aduaneiros e sobretaxa) de perto de 3,7 milhões de
Meticais.
7. Stocks de Açúcar no Final do Trimestre
A Tabela 4 resume o balanço entre a disponibilidade de açúcar durante o trimestre e a
sua procura para se determinar o nível de stocks no final do trimestre. De acordo com os
dados da tabela, a indústria iniciou o ano com um stock de perto de 54.717 toneladas de
açúcar. A combinação destes stocks e as importações realizadas pela DNA resultou em
disponibilidade de açúcar de 65.261 toneladas durante o trimestre em análise.
Com as vendas realizadas no trimestre, e sem exportações, a indústria açucareira irá
transferir um stock de pouco mais de 27.567 toneladas de açúcar para o início do
segundo trimestre do ano. Esta quantidade é suficiente para garantir o abastecimento do
país até ao arranque da campanha.
Tabela 4: Balanço de Açúcar no Final do Trimestre 2009 (Toneladas)
A) Disponibilidade de Açúcar Nacional 65,261
Stock no Início do Ano 54,717
Importações da DNA 10,544
Produção Nacional 0
B) Procura para o Açúcar Nacional 37,694
Vendas no Mercado Interno 37,694
Exportações 0
C) Stock no Final do Trimestre = A - B 27,567
Fonte: DNA e Açucareiras
8. Mercado Internacional e Sobretaxa
i. Mercado Internacional
Os preços de açúcar no mercado internacional tiveram um comportamento crescente
durante o primeiro trimestre do ano de 2009. Depois de redução dos mesmos que se
verificou nos últimos meses do ano passado, os preços voltaram a subir nos primeiros
dois meses do ano 2009 apesar de uma pequena recaída que se verificou no preço de
açúcar amarelo no último mês do trimestre em análise.
O Gráfico 5 mostra o comportamento dos preços do açúcar branco e amarelo no
mercado internacional no período entre Janeiro de 2008 e Março de 2009. Conforme
ilustrado no gráfico, durante o primeiro trimestre de 2009, os preços dos dois tipos de
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açúcar recuperaram das recaídas registadas no fim do ano, confirmando as previsões
de aumento de preços avançadas no balanço de 2008.
No trimestre em análise os preços atingiram níveis de US$256, US$283 e US$279 por
tonelada para o açúcar amarelo e US$337, US$376 e US$379 por tonelada de açúcar
branco nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, respectivamente. Enquanto o preço
de açúcar amarelo registou uma pequena baixa no último mês do trimestre, o de branco
continuou a crescer como resultado dos prémios de açúcar branco que aumentaram em
Março atingindo US$96,78 por tonelada, premio mais alto dos últimos 20 meses desde
Julho de 2007.
O principal factor que contribui para o aumento do preço é a previsão da redução da
produção mundial esperada para a campanha 2008/2009. Portanto, as avaliações
actuais de mercado realizadas pela ISO vieram a confirmar o défice de açúcar esperado
no mercado mundial, pela primeira vez depois dos sucessivos excedentes que se
registaram desde o ano 2004/2005.
Gráfico 5: Preços Internacionais “Spot” do Açúcar (FOB) – Médias Mensais,
Janeiro 2008 a Março 2009
0
50
100
150
200
250
300
350
400
Jan-08
Fev-08
Mar-08
Abr-08
Mai-08
Jun-08
Jul-08
Aug-08
Sep-08
Oct-08
Nov-08
Dec-08
Jan-09
Feb-09
Mar-09
US$/Ton
Amarelo Branco
Perspectivas
A redução da produção será provocado por vários factores a acontecer nos países
maiores influenciadores deste mercado, tais como:
A Índia que a partir de 2006 havia se tornado num dos grandes produtores e
exportadores mundiais de açúcar, as estimativas actuais de produção de açúcar na
campanha 2008/2009 voltaram a baixar mais do que estava inicialmente previsto. A
previsão actual indica uma redução substancial da produção de 26,3 milhões de
toneladas para 15,5 milhões de toneladas. Esta situação, retorna a Índia para sua
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Relatório 1º Trimestre 2009
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posição de importador líquido onde apesar de possuir stocks do ano passado, espera,
para este ano, importar um volume de cerca de 2 milhões de toneladas.
O Brasil continua na sua posição de liderança mundial do mercado de açúcar. Nesta
campanha, o Brasil prevê aumentar a produção de cana e prevê ainda aumentar a
margem de cana alocada para produção de açúcar, passando desta forma, de 40% do
ano passado para 45% neste ano devido do facto do preço de açúcar ser atractivo em
relação ao de etanol. Isto vai resultar num aumento de produção de açúcar de Brasil
para 35,9 milhões de toneladas contra os 31 milhões de toneladas produzidas na
campanha anterior. Como resultado, a oferta de açúcar do Brasil para o mercado
mundial poderá aumentar, onde se espera uma súbita de exportações, de 20,4 milhões
realizadas no ano passado para 24,5 milhões de toneladas neste ano.
A Austrália, um dos maiores exportadores mundial de açúcar está perante uma provável
redução de produção na campanha de 2008/2009 e consequentemente redução nas
exportações.
Do lado da procura, na União Europeia com o novo regime açucareiro que iniciou em
2006 e a liberalização prevista para este ano, muitos países renunciaram as suas
quotas para aquele mercado. O volume de quotas renunciadas totaliza 5,8 milhões de
toneladas. Como resultado, as quotas de UE baixarão ate ao fim deste ano para 13,3
milhões de toneladas.
A Rússia que é um dos maiores importadores mundiais de açúcar prevê para este ano
importar menos do que no ano passado devido aos aumentos previstos na produção
doméstica e mais ainda os custos financeiros elevados desincentivam as importações
naquele país.
A China que também prevê redução na sua produção de açúcar em cerca de 2 milhões
de toneladas devido às severas geadas registadas no ano passado que provocaram
uma redução nos rendimentos agrícolas, esperando assim um aumento nas
importações.
Portanto, estes factores levam a um balanço entre a oferta e procura negativa. Mesmo
com os aumentos previstos na produção de Brasil e outros países como EUA não será
suficiente para satisfazer a procura no mercado mundial.
ii. A Evolução da Sobretaxa
Os aumentos verificados nos preços de açúcar no mercado internacional, nos últimos
meses não tiveram uma relação proporcional à evolução da sobretaxa. O efeito de
aumento dos preços só se fez sentir em Março com a redução que se verificou na
sobretaxa.
O Gráfico 6 apresenta o comportamento da sobretaxa entre Março de 2008 e Março de
2009. Segundo o gráfico, mesmo com os aumentos nos preços, a subida de sobretaxa
que se verificava desde Novembro de 2008 continuou nos dois primeiros meses do
trimestre em análise, tendo a mesma se reduzido no mês de Março. Esta contínua
subida foi provocada pelos níveis de custos de frete e seguro terem continuados altos
nos dois primeiros meses de 2009 e só viram a baixar no mês de Março.
Como resultado, para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2009 os níveis de
sobretaxa foram de 9%, 16% e 3% para o açúcar branco e 15%, 23% e 12% para o
açúcar amarelo, respectivamente.
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Relatório 1º Trimestre 2009
14
A sobretaxa é calculada com base no preço FOB, adicionando custos de transporte e
seguros para se determinar o preço CIF. Portanto estes custos têm também impacto na
determinação da sobretaxa. Para o primeiro trimestre os custos de transporte baixaram
devido à redução dos preços de combustíveis no mercado internacional. Estes custos
baixaram de US$95 por tonelada em Janeiro de 2009 para US$62 por tonelada em
Março.
Gráfico 6: Evolução da Sobretaxa entre Março de 2008 e Março de 2009
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Mar-08
Abr-08
Mai-08
Jun-08
Jul-08
Ago-08
Set-08
Out-08
Nov-08
Dez-08
Jan-09
Fev-09
Mar-09
Amarelo Branco
9. Desenvolvimentos Adicionais
a) Plano de Acção do Sector Açucareiro
No âmbito do Plano de Acção do sector açucareiro, financiado pelos fundos das
Medidas de Acompanhamento pela União Europeia (UE), durante o primeiro trimestre
continuou-se com a implementação de actividade nas três áreas prioritárias,
nomeadamente: a expansão por via dos pequenos e médios produtores; formação dos
trabalhadores; e provisão de serviços sociais (educação e saúde, habitação e
saneamento).
Expansão das áreas de produção com base pequenos produtores
Todas as empresas arrancaram com os projectos de expansão com base em pequenos
canavieiros moçambicanos em forma de associações. Estão previstas, no âmbito das
Medidas de Acompanhamento uma área de 1.296 hectares a serem desenvolvidas para
os pequenos produtores. Desta área, cerca de 1.000 hectares já foram preparadas em
2009 utilizando outros fundos adiantados pelas açucareiras. No total a área para os
pequenos produtores irá beneficiar um total de 10 associações de pequenos produtores.
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Relatório 1º Trimestre 2009
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Capacitação dos Trabalhadores das Açucareiras
A formação dos trabalhadores foi uma das áreas identificadas como sendo de grande
contributo para o melhoramento da produtividade dos trabalhadores das empresas
açucareiras com impacto na redução dos custos de produção através da redução dos
trabalhadores estrangeiros o que vai contribuir para o melhoramento da competitividade
do sector açucareiro.
A Tabela 5 apresenta o número de trabalhadores que foram formados dentro das
empresas, fora das empresas e fora do país durante o primeiro trimestre de 2009.
Segundo a tabela, durante o trimestre em análise, foram formados um total de 1.263
trabalhadores em diferentes áreas das quatro empresas em funcionamento. O custo
total de formação foi de 4,5 milhões de meticais.
O maior custo de formação foi na açucareira de Xinavane em virtude desta empresa ter
enviado um número elevado de trabalhadores para fora do País onde os custos são
elevados. A açucareira de Mafambisse por sua vez mostra custos de formação
relativamente baixo dada a existência de um Centro de Formação na empresa o que
minimiza os custos.

Tabela 5: Investimento na Formação e Nº de Beneficiários, 2009
Marromeu Mafambisse Xinavane Maragra Total
Nº de Cursos na empresa 2 10 10 8 74
Nº de Cursos fora da
empresa 7 4 14 2 143

Nº de Cursos fora do País 6 1 21 5 160
Nº de Beneficiários 83 317 425 438 1,263
Custo (Mt) 832,944 210,504 2,625,615 842,397 4,511,460
Fonte: Açucareiras de Xinavane, Maragra, Mafambisse e Marromeu
Serviço Sociais

As açucareiras localizam-se nas zonas rurais onde os níveis de pobreza são mais
elevados. Os investimentos nestas áreas são de alta importância, pois para além de
criar emprego para a população rural, as infra-estruturas e serviços que são criadas
podem directa ou indirectamente beneficiar a população da zona, contribuindo, de certa
forma, para a redução da pobreza.

As açucareiras fornecem apoio social em três áreas consideradas fundamentais,
nomeadamente, educação, saúde (sobretudo programas de malária, HIV/SIDA e
assistência médica e medicamentosa aos trabalhadores) e habitação.

Ainda é muito cedo para se fazer uma avaliação sobre as actividades nos serviços
sociais realizadas no primeiro trimestre de 2009. No entanto, todas as açucareiras
receberam neste trimestre kits de equipamento e medicamentos para pulverização dos
mosquitos causadores de malária.


Está em preparação uma ambulância que se destina ao centro de saúde de Mafambisse
que foi financiada pelas Medidas de Acompanhamento da UE.
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Relatório 1º Trimestre 2009

b) Novos Investimentos em Moçambique


No âmbito dos projectos de bio-combustiveis, com destaque para bio-etanol com base
em cana-de-açúcar, não houve aprovação de nenhum outro projecto para além dos que
já tinham sido aprovados nos anos passados, nomeadamente, a Procana em 2007 e
Príncipe Energy em 2008. No entanto, houve grandes avanços em termos das
avaliações dos projectos feitas pelo CEPAGRI para produção de etanol com base na
cana-de-açúcar.

Ponto de situação dos projectos aprovados

i. Procana

O projecto da Procana que foi aprovada em 2007, até o final do primeiro
trimestre de 2009 possuía um total de 25 hectares com cana para semente. Está
cana será multiplicada e até ao final do ano prevê cobrir um total de 625 hectares
de cana semente. Com as actividades a decorrer a este ritmo, o início de
processamento de cana para etanol só será possível a partir de 2011.


Em termos de impacto sócio económico, a Procana emprega actualmente um
total de 140 trabalhadores. Por outro lado, está apoiar uma associação na
produção de alimentos com destaque para milho e feijões. Já foram plantadas
cerca de 60 hectares de milho.


ii. Principy Energy

O projecto da Príncipe Energy foi aprovado em 2008 com objectivo de produção
de etanol a partir da cana-de-açúcar. Este projecto, já tinha até o final do
primeiro trimestre de 2009, uma área de 65 hectares de cana para viveiro.

As actividades de preparação da terra estão em curso, tanto para a produção de
cana como para estabelecimento de infrastruturas incluindo a fábrica.
???? A empresa emprega, neste momento 451 postos de trabalho, incluindo das
empresas subcontratadas.


Existe também manifestação de interesse por parte de vários investidores na produção
de açúcar para exportação para a UE.


Maputo, 05 de Maio de 2009
O Director
_________________
Roberto Mito Albino
(Economista)

Actualizado em ( Terça-Feira, 12 Maio 2009 15:45 )
 

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