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| Segunda-Feira, 17 Maio 2010 15:56 | |
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Maputo, Out(GMN)- O Oceano Árctico poderá perder grande parte do seu gelo e estar disponível para navegação de barcos durante o verão num pequeno espaço de 10 anos, disse um alto funcionário polar. “É como se o homem tomasse controlo da parte norte do planeta", disse o professor Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge.
Professor Wadhams estuda o gelo no Árctico desde 1960. Wadhams falava no centro de Londres, durante o lançamento dos resultados do Árctico Catlin Survey. A expedição percorreu através de 435 quilómetros de gelo no início deste ano. Liderados pelo explorador Pen Hadow. A equipa descobriu que a massa de gelo flutuante estava numa média de 1,8 metros de espessura, típica do chamado "primeiro ano" de gelo formado durante o inverno passado e mais vulneráveis ao derretimento. O rumo da inspecção, para o norte do Canadá, esperava atravessar áreas de vários anos de gelo, que é mais espessa e mais resistente. Quando o gelo entre os cumes de massas de gelo flutuante está incluído, a expedição encontrou uma espessura média de 4,8 metros. O Professor Wadhams disse: "Os dados da observação de Catlin reforçam sustentam a ideia de um novo consenso, com base na variação sazonal da extensão do gelo e da espessura, as alterações nas temperaturas, ventos e principalmente na composição de gelo, de que o Árctico vai ficar totalmente sem gelo no verão dentro de cerca de 20 anos, e que grande parte da baixa estará a decorrer dentro de 10 anos. "Isso significa que você poderá tratar o Árctico como se fosse essencialmente um mar aberto durante o verão e que tenha transporte através do Oceano Árctico". Segundo o professor Wadhams, uma navegação mais rápida e acesso mais fácil a reservas de petróleo e gás estão entre inclusos nos benefícios de curto prazo da fusão. Mas, a longo prazo, a perda de uma característica permanente do planeta arriscava o aquecimento acelerado, mudando os padrões de circulação nos oceanos e na atmosfera, e tendo efeitos desconhecidos sobre os ecossistemas através da acidificação das águas. Pen Hadow e seus companheiros Ann Daniels e Martin Hartley enfrentaram um mau tempo, incluindo um vento frio de menos 70ºC, atrasos de voos de reabastecimento e rações de nutrição durante a expedição 1 de Março e 7 de Maio. Quando eles foram encontrados no gelo pela equipe da BBC, todos os três tinham perdido peso e estavam evidentemente cansados do aflição. A expedição foi marcada por falhas de equipamento. Um sistema de radar de abertura de caminhos, destinado a medir o gelo ao ser arrastado sobre o gelo, avariou-se dentro de poucos dias. Outro dispositivo para medir a água sob o gelo chegou a não funcionar completamente. As avarias técnicas forçaram a equipa a contar uma perfuração de gelo manual, o que retardou o avanço e fez com que a equipe abandonasse o destino planejado ao Polo Norte. Pen Hadow admitiu que a expedição não deu "um salto gigante para o avanço do entendimento", mas foi um passo adicional na ciência para responder às principais questões sobre o Árctico. A opinião de Hadow foi sustentada pelo professor Wadhams que afirmou que a expedição havia fornecido informações sobre o gelo, que não estavam acessíveis a partir de satélites e submarinos que também não haviam sido disponibilizados pela ciência na época. Pen Hadow disse que ficou chocado com a imagem de como no seu tempo ele procurava mudar a imagem do planeta a partir do espaço". Hadow também descreveu como os exploradores polares teriam de mudar os seus métodos a partir do dia em que os trenós poderiam ser puxados por cães sobre o gelo. "Os cães podem nadar mas não pode atrelar um trenó através da água, que é o que é necessário agora". "Agora temos de vestir factos de mergulho e natação e precisamos de trenós que possam flutuar. Já posso prever a necessidade de trenós que são assemelham-se as canoas que você também puxar sobre o gelo(x)BBC/GMN/AS |





