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| Sexta-Feira, 30 Julho 2010 17:52 | |
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“Dada violência mortal em Mogadíscio, a ACNUR apela as autoridades sauditas a parar com futuras deportações por questões humanitárias”, disse a porta-voz da ACNUR, Melissa Fleming, numa conferência de imprensa. De acordo com fontes das Nações Unidas, citadas pela agência de informação Reuters, a Arábia Saudita disse à ACNUR que está a deportar somalis que permanecem no país ilegalmente. A ACNUR revelou ainda que os refugiados da Somália estão a ser hostilizados e alvos de rusgas policiais no Quénia e na região semi-autónoma de Putlândia, depois dos ataques bombistas do al-Shabaab no Uganda. O al-Shabaab, um grupo leal à rede terrorista da al-qaeda, controla a maior parte do sul da Somália, que faz fronteira com o Quénia, e luta para depor o actual governo, apoiado pelo ocidente. Fleming disse ainda que a Arábia Saudita deportou mil Somalis em Junho último e aproximadamente o mesmo número em Julho. A maior parte dos deportados são mulheres que alegam ser trabalhadoras na Arábia Saudita há algum tempo. Actualmente existem oficialmente 600484 refugiados somalis, a maioria deles no Quénia, Iémen, Etiópia, Eritreia, Djibuti, Tanzânia e Uganda, para além dos 1.4 milhões deslocados no interior do país. A Somália não tem um governo central efectivo desde 1991, após a queda de Mohammad Siad Barre(x)R/GMN/OS |




Maputo, 30 Jul(GMN)- O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, ACNUR, apelou nesta sexta-feira a Arábia Saudita a parar com as expulsões de somalis para Mogadíscio, condenando o reino árabe por deportar, via aérea, cerca de mil somalis por mês, para aquela cidade violenta. 
